Thursday, November 19, 2009
Sunday, November 15, 2009
A ilusão
Se eu pudesse esquecer a realidade....por momentos
Se eu pudesse esquecer quem sou ....por momentos
Se eu pudesse viver na ilusão de quem não sou...
Se eu apenas pudesse...
Não sinto
Ou se calhar sinto e não quero sentir
Sinto vontade
Sinto saudade
Sinto solidão
Sinto confusão
Sinto tristeza
Sinto alegria
Se eu apenas pudesse deixar de sentir...
Tento não ver
Tento reparar
Acabo por não ver
Nem sequer reparar
Vivo num Mundo que não está a ser o meu
porque não é real
é apenas a ilusão do momento
de algo que sempre acreditei
de algo que não encontrei
de algo que pensei que tinha
de algo que não tenho
de algo que por momentos é meu
de algo que logo de seguida deixa de o ser
Apenas pensei....
Que seria fácil por momentos apenas...
Não pensar,
Não sentir,
Não idealizar,
Não desistir,
Não ignorar....
Apenas sentir a realidade do momento
Com toda a força dos sentimentos
E viver
Como se aquele momento fosse o último...
Mesmo que seja apenas uma ilusão....
Porque é a realidade que cria a ilusão...
E é o acreditar que não nos deixa desistir!
Mesmo que aquilo em que acreditámos seja apenas uma ilusão...
E assim fazemos da ilusão a nossa realidade do momento ... porque somos fortes e acreditámos...mesmo quando tudo à nossa volta nos leva a desistir...
E aí é a ilusão que nos leva e que comanda a realidade...
E é a ilusão que nos faz acreditar que tudo vai ser melhor...
E no equilíbrio da balança entre a ilusão e a realidade vai surgir a nossa felicidade...
Autoria Cláudia Gonçalves, 15 de Novembro de 2009
Se eu pudesse esquecer quem sou ....por momentos
Se eu pudesse viver na ilusão de quem não sou...
Se eu apenas pudesse...
Não sinto
Ou se calhar sinto e não quero sentir
Sinto vontade
Sinto saudade
Sinto solidão
Sinto confusão
Sinto tristeza
Sinto alegria
Se eu apenas pudesse deixar de sentir...
Tento não ver
Tento reparar
Acabo por não ver
Nem sequer reparar
Vivo num Mundo que não está a ser o meu
porque não é real
é apenas a ilusão do momento
de algo que sempre acreditei
de algo que não encontrei
de algo que pensei que tinha
de algo que não tenho
de algo que por momentos é meu
de algo que logo de seguida deixa de o ser
Apenas pensei....
Que seria fácil por momentos apenas...
Não pensar,
Não sentir,
Não idealizar,
Não desistir,
Não ignorar....
Apenas sentir a realidade do momento
Com toda a força dos sentimentos
E viver
Como se aquele momento fosse o último...
Mesmo que seja apenas uma ilusão....
Porque é a realidade que cria a ilusão...
E é o acreditar que não nos deixa desistir!
Mesmo que aquilo em que acreditámos seja apenas uma ilusão...
E assim fazemos da ilusão a nossa realidade do momento ... porque somos fortes e acreditámos...mesmo quando tudo à nossa volta nos leva a desistir...
E aí é a ilusão que nos leva e que comanda a realidade...
E é a ilusão que nos faz acreditar que tudo vai ser melhor...
E no equilíbrio da balança entre a ilusão e a realidade vai surgir a nossa felicidade...
Autoria Cláudia Gonçalves, 15 de Novembro de 2009
Tuesday, November 10, 2009
Sunday, November 1, 2009
Tuesday, October 20, 2009
Cartas para Cláudia
«Cláudia:
Inventei para mim um exercício gestáltico: imagino que sou uma câmara fotográfica.
Sou uma câmara com uma forma especial. Claro: sou única. Há muitas que se parecem comigo, mas nenhuma é como eu. Estou totalmente equipada para cumprir o meu objectivo: retratar este instante daquilo que está a suceder. Este instante....o instante anterior já passou e o próximo ainda não chegou; ambos estão fora do meu alcance....e gosto que seja assim.
Para ser uma boa câmara, o importante é conseguir uma boa imagem da realidade. O mecanismo é o seguinte:
Primeiro procuro aquilo que me chama a atenção
Meço a distância ue há entre mim e aquilo
Escolho uma distância útil. Nem sempre a distância que escolho é a ´mesma. Aproximo-me mais de algumas coisas, de outras mantenho-as sempre bastante longe.
Tenho uma película muito sensível e posso tirar muitas fotografias. Embora o rolo de película seja quase interminável, a minha vida útil como câmara não o é. Chegará um momento em que a minha existência há-de acabar. Pensar nisso não me angustia, faz parte do meu ser como câmara.
Entretanto, importa-me ser cada vez mais fiel àquilo que vejo. É certo: a minha imagem do exterior nunca será 'perfeita', mas, na realidade, tão pouco me importa que o seja.
Há coisas que os filtros deixam passar e coisas que não. É formidável! Mas, se me esqueço de que vejo as coisas assim devido ao filtro, também pode ser perigoso.
As lentes servem-me para aumentar ou diminuir o meu campo perceptivo.
Cada facto requer um tempo diferente para ser registado. Por isso, uma das coisas que regulo é o tempo de exposição. Quando preciso esperar muito tempo, recorro a um elemento que trago comigo: um tripé. Este permite-me aguardar que suceda o que espero, com comodidade, sem me apressar, sem ansiedade, sem risco de retratar uma coisa por outra.
Quase me ia esquecendo....Tenho uma tampa....
Quando a ponho, o mundo desaparecee estou somente em contacto comigo. É muito útil para me afastar um pouco do que está fora e também para descansar.
Só posso tirar uma fotografia de cada vez!
Qualquer tentativa de incorporar duas situações juntas produzirá uma sobreposição (imagem confusa) ou uma fotografia velada (falta de imagem).
Por sorte, ultimamente, consegui incorporar em mim um dispositivo de segurança que permite que somente depois de ter terminado o processo numa situação, possa começar outra.
Este dispositivo é de grande ajuda, mas eu prefiro ter sempre presente o limite por mim mesma»
in Cartas para Cláudia de Jorge Bucay
Inventei para mim um exercício gestáltico: imagino que sou uma câmara fotográfica.
Sou uma câmara com uma forma especial. Claro: sou única. Há muitas que se parecem comigo, mas nenhuma é como eu. Estou totalmente equipada para cumprir o meu objectivo: retratar este instante daquilo que está a suceder. Este instante....o instante anterior já passou e o próximo ainda não chegou; ambos estão fora do meu alcance....e gosto que seja assim.
Para ser uma boa câmara, o importante é conseguir uma boa imagem da realidade. O mecanismo é o seguinte:
Primeiro procuro aquilo que me chama a atenção
Meço a distância ue há entre mim e aquilo
Escolho uma distância útil. Nem sempre a distância que escolho é a ´mesma. Aproximo-me mais de algumas coisas, de outras mantenho-as sempre bastante longe.
Tenho uma película muito sensível e posso tirar muitas fotografias. Embora o rolo de película seja quase interminável, a minha vida útil como câmara não o é. Chegará um momento em que a minha existência há-de acabar. Pensar nisso não me angustia, faz parte do meu ser como câmara.
Entretanto, importa-me ser cada vez mais fiel àquilo que vejo. É certo: a minha imagem do exterior nunca será 'perfeita', mas, na realidade, tão pouco me importa que o seja.
Há coisas que os filtros deixam passar e coisas que não. É formidável! Mas, se me esqueço de que vejo as coisas assim devido ao filtro, também pode ser perigoso.
As lentes servem-me para aumentar ou diminuir o meu campo perceptivo.
Cada facto requer um tempo diferente para ser registado. Por isso, uma das coisas que regulo é o tempo de exposição. Quando preciso esperar muito tempo, recorro a um elemento que trago comigo: um tripé. Este permite-me aguardar que suceda o que espero, com comodidade, sem me apressar, sem ansiedade, sem risco de retratar uma coisa por outra.
Quase me ia esquecendo....Tenho uma tampa....
Quando a ponho, o mundo desaparecee estou somente em contacto comigo. É muito útil para me afastar um pouco do que está fora e também para descansar.
Só posso tirar uma fotografia de cada vez!
Qualquer tentativa de incorporar duas situações juntas produzirá uma sobreposição (imagem confusa) ou uma fotografia velada (falta de imagem).
Por sorte, ultimamente, consegui incorporar em mim um dispositivo de segurança que permite que somente depois de ter terminado o processo numa situação, possa começar outra.
Este dispositivo é de grande ajuda, mas eu prefiro ter sempre presente o limite por mim mesma»
in Cartas para Cláudia de Jorge Bucay
Monday, October 12, 2009
Sunday, October 11, 2009
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