Monday, March 23, 2009

Pensei que se falasse era fácil de entender


«Se por falar falei,
pensei que se falasse era fácil de entender...
Talvez por não saber falar de cor, imaginei...»

Saturday, March 21, 2009


«Um certo homem plantou uma rosa e regou-a convincentemente, e antes de desabrochar, ele examinou-a. Ele viu o rebento que iria florir em breve e também os espinhos.

E pensou, “Como pode uma flor bonita vir de uma planta carregada de tantos espinhos?”…

Entristecido por este pensamento, ele deixou de regar a rosa, e antes de estar pronta a florir, ela morreu.

Assim se passa com muitas pessoas. Dentro de cada alma está uma rosa. As qualidades Divinas plantadas em nós à nascença crescem entre os espinhos dos nossos defeitos.

Muitos de nós nos analisamos e só vemos os espinhos, os defeitos. Desesperamos, pensando que nada de bom poderá possivelmente sair de nós. Negligenciamos a rega do que há de bom dentro de nós, e eventualmente isso morre.

Nunca nos chegamos a perceber o nosso potencial. Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas próprias; é preciso alguém lhes mostrar.

Uma das maiores bênçãos que uma pessoa pode possuir, é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro dos outros.

Esta é a característica do amor, olhar para alguém, e sabendo dos seus defeitos, reconhecer a notabilidade da sua alma, e ajudá-lo a perceber que consegue ultrapassar os seus defeitos.

Se lhe mostrarmos a rosa, ela vencerá os espinhos. Então ela florescerá, com trinta, sessenta ou cem pétalas, conforme lhe tenha sido dado.

O nosso dever neste mundo é ajudar os outros mostrando-lhes as suas rosas e não os seus espinhos. Somente então atingiremos o amor que devemos sentir pelo próximo; somente então podemos florir no nosso próprio jardim.»

“Acima de tudo, na vida, temos necessidade de alguém que nos obrigue a realizar aquilo de que somos capazes. É este o papel da amizade. ” Ralph Waldo Emerson

Sunday, March 15, 2009

Sunday, March 8, 2009

o tempo passa....já lá vão 2 anos

Sunday, March 04, 2007
Sintra no nevoeiro

Apesar de a noite cair acompanhada por um denso nevoeiro, mais uma vez algo me puxava para a Serra...as árvores sombrias e altas seguravam a névoa que rapidamente abafou a claridade no Monte da Lua. Os palácios e as casas senhoriais tornavam-se ainda mais sombrias e assustadoras com o avançar da noite.
Apesar do medo que nos últimos dias se foi apoderando de mim, não fui capaz de resistir e no final do dia de trabalho lá estava eu a subir em direcção a S.Pedro de Sintra.
Ao contrário da agitação turística diurna habitual, com o cair da noite a Serra de Sintra apodera-se do seu verdadeiro nome e torna-se realmente no Monte da Lua.
Devido ao nevoeiro denso que se avizinhava e teimava em pousar sobre a serra, as luzes amareladas que iluminam os palácios nacionais e as ruas do centro histórico, formavam uma estranha áurea que iludia a imaginação dos mais cépticos...
Apesar de saber que não era o dia nem a hora ideal para, mais uma vez me aproximar da Serra que cada vez mais me apaixona, não resisti à tentação de sozinha, na noite, me aproximar da Regaleira...
Na pequena estrada que sobe para Seteais, a agitação normal a que estamos habituados no sobe e desce da serra pelos pequenos mini-bus, dava agora lugar a uma misteriosa calma e silêncio absoluto. Com algum resto do temporal que se abateu sobre a capital e arredores neste último dia do mês de Fevereiro, o palácio do Monteiro do Milhões estava no seu fantástico esplendor. Os portões estavam fechados e na estrada não circulava ninguém. A luz amarelada da iluminação municipal, misturada com alguns candeeiros típicos com iluminação branca, provocavam o contraste das sombras projectadas nos muros da quinta. As estátuas dos jardins virados para a rua quase que incitava à tentação de trepar os muros e avançar...avançar em busca de um mundo diferente...um mundo fantástico que muitos ainda receiam conhecer....apesar do nevoeiro, a luz do luar de lua cheia certamente iluminava a Cruz da Ordem da Rosa que está no fundo do poço iniciático.
Dizem que nas noites de lua cheia, o palácio é visitado por seguidores da Ordem dos Templários que realizam rituais nos seus jardins...
Tal como já referi, o medo que se tem apoderado de mim nos últimos dias não me deixou sair do carro no meio da Serra...já alguma coragem tinha tido ao subir a Serra apesar da noite e do denso nevoeiro que teimava em cair sobre o Monte da Lua.
É como se fosse uma atracção demasiado forte que supera inclusivé todos os medos...
A sensação de estar perto do local mais bonito e fantástico de Portugal....a busca incessante pela verdade e pela descoberta do misterioso...a beleza dos seus palácios...o respirar da Natureza....o centro histórico...as quijadas da Periquita...e o Palácio da Pena fazem de Sintra a minha verdadeira e nunca esquecida paixão!
Mais uma vez a minha Sintra deu um ar da sua graça ao puxar-me para ela numa noite sombria de nevoeiro!

Sunday, March 1, 2009

Despedida....

Silent Wings

http://www.youtube.com/watch?v=vCUTPUEPWLQ

«Passámos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós, não respondemos
se alguém nos pede amor, não estremecemos
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo no chão, apodrecidos»

Eugénio de Andrade

Portugal

As cinco quinas simbolizam os cinco reis mouros que D. Afonso Henriques
venceu na batalha de Ourique.

Os pontos dentro das quinas representam as cinco chagas de Cristo. Diz- se
que na batalha de Ourique, Jesus Cristo apareceu a D. Afonso Henriques, e
disse: “ Com este sinal vencerás!” .

Contadas as chagas e duplicando por dois as chagas da quinta do meio, perfaz-se a soma de 30 dinheiros que Judas recebeu por ter traído Cristo.

Os sete castelos simbolizam as localidades fortificadas que D. Afonso
Henriques conquistou aos Mouros.