Lindo, charmoso, sexy, super super simpático, com um sorriso fantástico para todos que lhe falavam e acima de tudo um dos melhores tenistas de todo o sempre....há duzentas semanas consecutivas como número um do Mundo!!! Gostei de o ver e de lhe sorrir e receber de troca!!
Monday, April 21, 2008
Monday, April 14, 2008
Álvaro de Campos

«Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar.
(...)
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
(...)»
--------------------------------------
«O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
(...)
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
(...)
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...»
---------------------------------------------------------
«Não sou nada. Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
(...)
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
(...)
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
(...)
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
(...)
E quando havia gente era igual à outra.
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
(...)
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
(...)
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
(...)
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
(...)
penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
(...)
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
(...)
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
(...)»
----------------------------------------------------------------------
«Está escuro,
Está muito escuro aqui.
Sinto-me inútil aqui dentro, fechado.
Mas é aqui que me sinto.
Na escuridão…
Na solidão…
Está escuro,
Mas já vi luz! Em tempos…
Perdi-a! Não sei como, nem porquê.
(...)
Talvez tenha perdido vontade de ver.
Está escuro,
Mas escuto um tic-tac constante,
Lá longe!
Que me apazigua e me faz cá estar
Está escuro,
Não há luz lá fora,
Ou se a há, eu não a vejo.
Usurparam-ma,
Como se de um cancro se tratasse,
Como se a um Inferno se equiparasse
Está escuro,
Mas ainda há vida!
E que vida!
Oiço o doce rolamento das caldeiras
E tenho esperança!
Talvez um dia…
Está escuro,
Está muito escuro aqui.»
Está escuro,
Está muito escuro aqui.
Sinto-me inútil aqui dentro, fechado.
Mas é aqui que me sinto.
Na escuridão…
Na solidão…
Está escuro,
Mas já vi luz! Em tempos…
Perdi-a! Não sei como, nem porquê.
Dissipou-se, qual fogo em lenha seca!
Um motor sem vida, sem som…
Naquela altura eu via, ó se via!
Talvez tenha perdido vontade de ver.
Está escuro,
Mas escuto um tic-tac constante,
Lá longe!
Que me apazigua e me faz cá estar
Indulgentemente,
Adocicado por tais sons.
Está escuro,
Não há luz lá fora,
Ou se a há, eu não a vejo.
Usurparam-ma,
Como se de um cancro se tratasse,
Como se a um Inferno se equiparasse
Está escuro,
Mas ainda há vida!
E que vida!
Oiço o doce rolamento das caldeiras
E tenho esperança!
Talvez um dia…
Está escuro,
Está muito escuro aqui. »
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar.
(...)
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
(...)»
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«O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
(...)
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
(...)
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...»
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«Não sou nada. Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
(...)
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
(...)
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
(...)
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
(...)
E quando havia gente era igual à outra.
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
(...)
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
(...)
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
(...)
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
(...)
penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
(...)
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
(...)
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
(...)»
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«Está escuro,
Está muito escuro aqui.
Sinto-me inútil aqui dentro, fechado.
Mas é aqui que me sinto.
Na escuridão…
Na solidão…
Está escuro,
Mas já vi luz! Em tempos…
Perdi-a! Não sei como, nem porquê.
(...)
Talvez tenha perdido vontade de ver.
Está escuro,
Mas escuto um tic-tac constante,
Lá longe!
Que me apazigua e me faz cá estar
Está escuro,
Não há luz lá fora,
Ou se a há, eu não a vejo.
Usurparam-ma,
Como se de um cancro se tratasse,
Como se a um Inferno se equiparasse
Está escuro,
Mas ainda há vida!
E que vida!
Oiço o doce rolamento das caldeiras
E tenho esperança!
Talvez um dia…
Está escuro,
Está muito escuro aqui.»
Está escuro,
Está muito escuro aqui.
Sinto-me inútil aqui dentro, fechado.
Mas é aqui que me sinto.
Na escuridão…
Na solidão…
Está escuro,
Mas já vi luz! Em tempos…
Perdi-a! Não sei como, nem porquê.
Dissipou-se, qual fogo em lenha seca!
Um motor sem vida, sem som…
Naquela altura eu via, ó se via!
Talvez tenha perdido vontade de ver.
Está escuro,
Mas escuto um tic-tac constante,
Lá longe!
Que me apazigua e me faz cá estar
Indulgentemente,
Adocicado por tais sons.
Está escuro,
Não há luz lá fora,
Ou se a há, eu não a vejo.
Usurparam-ma,
Como se de um cancro se tratasse,
Como se a um Inferno se equiparasse
Está escuro,
Mas ainda há vida!
E que vida!
Oiço o doce rolamento das caldeiras
E tenho esperança!
Talvez um dia…
Está escuro,
Está muito escuro aqui. »
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«Vou passar a noite a Sintra por não poder passá-la em Lisboa,
Mas, quando chegar a Sintra, terei pena de não ter ficado em Lisboa.
Sempre esta inquietação sem propósito, sem nexo, sem conseqüência,
Sempre, sempre, sempre,
Esta angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma,
Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida... »
Saturday, April 12, 2008

«Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer novamente, mas não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, o pensamento revive um capítulo.
Angústia é um nó muito apertado que inquieta o sossego.
Preocupação é uma porta que não deixa, o que ainda não aconteceu sair do pensamento.
Indecisão é quando se sabe muito bem o que se quer, mas acha-se que se deveria querer outra coisa qualquer.
Certeza é quando a ideia se cansa de procurar, e pára.
Pressentimento é a voz do instinto.
Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que se deseja, ou para o que quer que seja.
Interesse é um ponto de exclamação, ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a linguagem que o coração usa, quando precisa transmitir um recado.
Raiva é quando o animal selvagem que mora em ti mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta o coração.
Felicidade é um agora, que não tem pressa nenhuma.
Culpa é quando se cisma que podia ter sido diferente mas, geralmente, não podia.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando a cautela aproveita que a emoção está a dormir, e assume o comando.
Amizade é um amor que nunca morre.
Vontade é um desejo que teima, e leva o teu corpo a conspirar contra ti.
Paixão é quando apesar da palavra “perigo” o desejo chega e entra.
Amor é quando a paixão se sente em casa. Não... Amor é uma contradição, um exagero... Um dilúvio, uma insanidade, um desatino, um despropósito, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação, aquilo a que chamam de amor, sinceramente não se sabe definir.»
Monday, April 7, 2008
Espectacular!!!
Depois de ter berrado neste palco durante horas a fio....fiz a melhor imitação da minha vida.........
Cindy Lauper - We are the world - Eleven Bar 05.04.2008...quer dizer....já 06.04.2008....fui contratada para vários espectáculos!
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