Auto-estima
Sentirmo-nos bem dentro da nossa própria pele é, segundo os especialistas, essencial para alcançar uma felicidade duradoura. Funciona como uma arma para que possamos reagir da melhor forma perante as adversidades e, ao mesmo tempo, aceitar aquilo que temos de positivo.
Uma auto-estima baixa coloca-nos sob demasiado stress, torna-nos muito críticos e é um passo na direcção da depressão. Uma pesquisa britânica apurou que as mulheres inglesas consideravam-se mais felizes do que os homens e estavam mais «imunes» à depressão, precisamente por terem um grau de auto-estima mais elevado, aceitando-se melhor.
Dizer não
É difícil agradar a gregos e a troianos, pelo que há situações em que é absolutamente necessário ser peremptório. Os outros ficam aborrecidos? Paciência, pior para eles! É que diversos estudos demonstram factos inegáveis: aqueles que dizem «sim» a tudo, são desrespeitados, sentem-se infelizes por agirem contra vontade e são, muitas vezes, alvo de chacota.
Avalie bem o contexto em que lhe é feito um determinado convite ou lhe é pedido um favor e pondere se, de facto, lhe apetece «responder» afirmativamente.
Rotina
Um pouco paradoxal, por nos dar uma sensação de segurança pode ser igualmente causadora de tédio e de depressão. Faça um balanço daquilo que o satura e tente contrariar a tendência de fazer sempre a mesma coisa e sentir tudo de forma «pré-estabelecida».
Trânsito
Levantou-se mais cedo para não dar azo a qualquer tipo de atraso e dá por si «trancado» no meio de um engarrafamento. De súbito já está a gritar com os outros condutores, a raiva apoderou-se de si e está descontrolado. Relativize as coisas: é só um engarrafamento!
Um psicólogo americano aconselha o seguinte exercício: pensar sempre que podia ser pior – neste caso, que podia ter sofrido um acidente, um furo… Enquanto explana estas possibilidades mais melodramáticas, a cólera vai-se desvanecendo e o engarrafamento também!
Trabalho
Às vezes apetece-lhe dizer adeus ao seu patrão e desaparecer? Acreditamos que sim. Mas saiba que um inquérito realizado pelo London Medical Centre apurou que eventos positivos relacionados com a vida profissional têm uma importância basilar na felicidade.
Uma profissão gratificante a nível intelectual, foi outro dos aspectos apurados como fulcrais para o bem-estar pessoal. Também é conhecido que a fase que antecede e abrange o período de reforma propicia à depressão, pela sensação de vazio que deixa.
Pense bem naquilo que tem e no que pode mudar na sua esfera profissional e equacione as vantagens e as desvantagens, antes de acreditar – todas as segundas-feiras – que é o ser mais desgraçado do mundo.
Ter um profissão gratificante a nível intelectual é fulcral para o bem-estar, avisa um estudo recente
Dinheiro
Dizer que não traz felicidade provoca algum cepticismo. Damos por nós a pensar «sim sim, se eu tivesse dinheiro para comprar aquela casa, ou para fazer a viagem dos meus sonhos, claro que era muito mais feliz!»
No entanto, uma pesquisa levada a cabo por psicólogos americanos demonstrou que, quando se atinge um certo bem-estar em termos monetários, este nunca é suficiente, desejando-se sempre mais.
E que quem estabelece como objectivo de vida ganhar muito dinheiro, não tem tempo livre para alcançar outras metas, como ter uma vida familiar satisfatória.
Exercício físico
A sua prática regular é fonte de felicidade, pois estimula a produção de endorfinas, químicos corporais responsáveis por uma sensação de bem-estar. Vinte minutos de exercício são suficientes para aliviar a tensão e para se ter uma noite de sono tranquilo.
Uma actividade física continuada contribui, ainda, segundo um estudo publicado na revista New Scientist, para diminuir a perda de memória e a capacidade de raciocínio associadas ao envelhecimento. Não se ponha já a pensar que não tem tempo: uma pequena caminhada diária é a fórmula milagrosa.
Alimentação
Inúmeros estudos provam que existem, realmente, alimentos «felizes». Por isso, tente integrar nas suas refeições diárias aqueles que têm o poder de estimular o funcionamento do sistema nervoso, acabar com a irritação e espantar a tristeza.
A maioria dos frutos, vegetais e cereais têm estes dotes, mas não só: quem ingere, diariamente, um pequeno-almoço rico em fibras, é, segundo investigadores britânicos, menos stressado e deprimido, e apresenta uma maior resistência à fadiga.
Aqueles que não resistem a um chocolate quando estão tristes, estão «desculpados» pela ciência: a ingestão desta guloseima leva à libertação de endorfinas, uma espécie de opiáceos naturais, que produzem uma sensação de bem-estar e de prazer. Mas não exagere!
Quem ingere, diariamente, um pequeno-almoço rico em fibras, é, segundo investigadores britânicos, menos stressado e deprimido
Stress
É difícil medir o quanto nos afecta, mas este «tempero da vida moderna» parece ter entrado nas nossas vidas para nunca mais sair. Associado a uma má postura, a um sono pouco tranquilo, ao consumo de álcool e de tabaco, o stress envelhece-nos.
Segundo a opinião de especialistas, a questão não reside na quantidade de stress que se tem, mas no modo como se lida com ele. Uma atitude optimista face à vida parece ser uma forma eficaz na luta contra o stress, assim como canalizar as angústias de modo positivo – através da prática de exercício físico, por exemplo.
Sono
As pessoas felizes dormem. Ou seja, é necessário dar ao seu organismo a quantidade de sono de que precisa, para que funcione na perfeição. Desde há muito que a ciência tem vindo a demonstrar a forte relação que existe entre um sono reparador, a saúde e o bom humor.
Férias
Andamos todo o ano a pensar nelas para, depois, regressarmos ainda mais cansados. Isto porque, segundo os especialistas, a quebra da rotina implica uma desregramento em termos de hábitos, que vai ter repercussões no nosso organismo, a nível físico e psicológico. Acabadas as férias, sentimo-nos deprimidos e com uma sensação de mal-estar físico.
Pode-se tentar minorar estes efeitos optando por um período de férias mais longo, para que a adaptação seja mais progressiva e suave ou, por outro lado, por períodos curtos, várias vezes ao ano. Um outro conselho é tentar que as férias não impliquem um esforço e uma carga de stress acrescidos.
Casamento
Contrariando a taxa de divórcios crescente, os estudos realizados são consensuais quanto à ideia de que um bom casamento faz homens e mulheres felizes e saudáveis. De acordo com investigadores australianos, ambos os sexos beneficiam desta aliança, reportando sentirem-se mais contentes e realizados, em oposição aos solteiros.
E se se tratar de mulheres casadas com filhos, este grau de felicidade aumentará. Outro estudo demonstra que os homens, depois de casarem, se tornam melhores pessoas, tendo instintos generosos e altruístas.
Amigos
Segundo alguns especialistas, tê-los, é um dos requisitos essenciais à felicidade, seguido pela auto-estima e por uma relação estável.
Rir
Diz-se que é o melhor remédio. E estudos recentes, desenvolvidos por universidades norte-americanas, têm vindo a comprovar as virtudes do riso. Uma gargalhada activa a musculatura facial, dos braços e do tórax, aumenta a quantidade de oxigénio e de sangue que irriga os tecidos e órgãos do nosso corpo.
O bom humor interfere, de facto, no nosso organismo: é que quando se dá uma reacção positiva, entram em campo as endorfinas, substâncias que actuam nos terminais nervosos das células, responsáveis pela sensação relaxante que sentimos depois de uma gargalhada.
Sunday, November 30, 2008
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