O Poeta é um fingidor
Dizem que finjo ou minto
Tudo o que faço ou medito
Não sei se é sonho, se realidade
Ai que prazer, não cumprir um dever
Leve, breve, suave
Ela canta, pobre ceifeira
Entre o sono e o sonho
E quando as crianças brincam
Há Natal!....Na província neva!
E a criança que fui chora na estrada
Vaga no azul, amplo solta
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal
Deus quer, o homem sonha e a obra nasce
Compilação Fernando Pessoa
Monday, January 7, 2008
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